Entre os dias 30 de julho e 02 de agosto, a cidade de Itabaiana, no agreste sergipano, volta a ser palco da sétima arte com a realização da 4ª edição do Festival Internacional de Cinema de Itabaiana (FestCine). O evento, que acontece na Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus Itabaiana, divulgou na última sexta-feira (27) a lista oficial de filmes selecionados — e o resultado mostra a força crescente do festival.

Ao todo, 85 obras audiovisuais foram escolhidas para compor a programação deste ano, que promete exibir ao público uma rica diversidade de temas, linguagens e narrativas. A seleção inclui 30 filmes brasileiros, 30 produções estrangeiras, 13 filmes sergipanos e 12 videoclipes, compondo um mosaico que reflete o dinamismo do cinema contemporâneo, tanto no Brasil quanto no exterior.

Além de ser o único festival de cinema no interior de Sergipe com foco internacional, o FestCine Itabaiana se consolida como uma vitrine importante para o cinema independente, ao fomentar o diálogo entre realizadores, estudantes, críticos e o público local.

Prêmios e homenagens

Durante o evento, os destaques da programação vão concorrer ao já conhecido Troféu Carneiro de Ouro, símbolo máximo do festival, que premiará os melhores filmes de cada categoria. Já o Troféu Kurarabó, inspirado na cultura regional, será concedido às produções que se destacarem em categorias técnicas e artísticas, como Direção, Roteiro, Atriz, Ator, Fotografia, Edição, Som, Trilha Sonora e Direção de Arte.

Outro diferencial do FestCine é a participação ativa do público, que poderá votar em seus filmes favoritos, contribuindo para a escolha do vencedor do júri popular.

Acesso gratuito e programação para todos

Com entrada totalmente gratuita, o festival abre espaço para a comunidade de Itabaiana e cidades vizinhas participarem ativamente da programação. Além das sessões de cinema, estão previstas rodas de conversa, oficinas, atividades formativas e ações culturais, transformando o evento em uma verdadeira imersão no universo audiovisual.

A programação completa, com os horários das sessões e detalhes sobre cada obra selecionada, será divulgada em breve nos canais oficiais do festival.

Cinema como ferramenta de transformação

A realização do FestCine Itabaiana reforça o papel da arte como ponte entre culturas e ferramenta de transformação social. Ao valorizar produções fora dos grandes eixos do cinema brasileiro, o evento ajuda a descentralizar o audiovisual e democratizar o acesso à cultura.

Mais do que um festival de cinema, o FestCine é também um espaço de resistência, celebração e reconhecimento da pluralidade artística.

Segue lista dos selecionados:
Filmes Brasileiros
– América, do Sul, de Maria Clara Bastos (SP)
– A Chuva do Caju, de Alan Schvarsberg (GO)
– A sua imagem na minha caixa de correio, de Silvino Mendonça (DF)
– Aurora, de Alan Mendonça Furtado (RS)
– Batalha de Flores, de Luis Villaverde e Moira Soares (SP)
– Como Nasce um Rio, de Luma Flores (BA)
– Dalva da Rua Sete, de Gab Lourenzato e Nanda Ferreira (SP)
– Dona Biu, de Gabriela Taulois (RJ)
– Dois Nilos, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ)
– Festa Infinita, de Ander Beça (PE)
– Hélio Melo, de Leticia Rheingantz (AC)
– Intercessões, de Direção Coletiva (AM)
– Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP)
– Marés da Noite, de Juliana Sada e Noemi Martinelle (SP)
– Mãe de Ouro, de Maick Hannder (MG)
– Nação Comprimido, de Bruno Tadeu (MG)
– Navio, de Alice Carvalho, Vitória Real e Larinha R. Dantas (RN)
– O Céu não sabe meu nome, de Carol AÓ (SP)
– O medo tá foda, de Esaú Pereira (CE)
– O Último é Mulher do Padre, de Yasser Socarrás (SC)
– Palavra, de Deivison Fonseca Fiuza (BA)
– Quando foi que acordei, de Mariana Corrêa (RS)
– Terminal, de Getsemane Silva e Guilherme Bacalhao (DF)
– Travessia, de Karol Felicio (ES)
– Tudo que Deus quer saber, de Ema Souza (RS)
– Um dia de todos os dias, de Fábio Narciso (MG)
– Variz, de Karuá Tapuia-Tarairiú (PB)
– Veredas, de Igor Rossato (SP)
– Vermelho de Bolinha, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)
– Zoya, de Larissa Dardania (MG)

Videoclipes
– Abre Caminho (BA)
Música: Fall Clássico
Direção: Pedro Valverde
– Balanceio do Amor (SP)
Música: Ayana Amorim
Direção: Abraão Oliveira e Di Rodrigues
– Causas da Vida (SE)
Música: Ação Crítica
Direção: Dhido
– Ensolarada (BA)
Música: Rachel Reis
Direção: Bruna Sozzi
– Horizon (SC)
Direção: André Rodrigues Taveira
– Jesus is Black (RJ)
Música: Marcos Sacramento
Direção: Pedro Capello
– Mar Terna Idade (BA)
Música: Rhamayana
Direção: Glauco Neves
– Mercenaries of Love (RJ)
Música: Doce Delix
Direção: Pedro Capello
– Saint Motel – My Type (GO)
Direção: Andy Wolf
– Siciliano (PR)
Música: Helena Sofia
Direção: Rodriane DL
– Sonhos na Despensa (RJ)
Música: Igor Babidi & VND
Direção: Gabriel Vitiello
– Tales From my Hood (RJ)
Música: Akkuma
Direção: Kauê André Sa…

Filmes Sergipanos
– À luz de Vela, de Ju Morandi e Sarah Melo
– Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino
– Donas da Terra, de Ana Marinho
– Flow da vida, de Eduardo Santos e Tiko SF
– Mestre Orlando do Couro: Ancestralidade Viva na Pele Talhada
, de Bruno Marques
– Mergulho, de Breno Silva e Wilson Neto
– Mexeu Comigo, de Danilo Rodrigues, João Hiago Oliveira e Sara Maylyne
– Os 3 Porkinhos, de Vivian Rafaelli
– Saudade de Coisas, Saudade de Casa, de Alex Frelser
– Sem Corda, Sem Abadá, Sem Vergonha, de Felipe Moraes
– Sobre Plantas, Mãos e Fé, de Danielle Azevedo e Gabriela Alcântara
– Sonata Beladona, de Antônio Rafael
– Volta Seca, a Favor do Vento – Cantigas de Lampião, de Marlon Delano

Filmes Internacionais
– 29 de fevereiro, de Diego Fandos (Espanha) @- A Noa, de Dani Fortuny (Espanha) @- Blava Terra, de Marine Auclair March (Espanha) @- Breaking Language, de Sofia Castro (Argentina) @- Ciao Peskao, de Andrea García García e Guillermo González Fidalgo (Espanha) @- Días de Lluvia, de Ainara Iungman (Argentina) @- Donde se Quejan los Pinos, de Ed Antoja (Espanha) @- El Mal Donat, de Alfons Casal e Hector Mas (Espanha/Andorra) @- El Que No Ve, de Natxo Leuza (Espanha) @- Eléctron, de Mehran Ranjbar (Irã) @- Como Lucy nos deu à luz, de Donika Gashi (Suiça) @- Imade, de Ignacio Acconcia González (Espanha) @- La Compañia, de José María Flores (Espanha) @- Líbranos del Mal, de Andrea Casaseca (Espanha) @- Los Invitados de Amaia, de George Todria (Espanha/Geórgia) @- Meu Pai Tem Medo de Água, de Prateek Rajendra Srivastava (Índia) @- Nuestro Pequeño Viaje, de Martín Durán Sacristán (Espanha) @- Guerra dos Jogadores de Papel, de Gerard Bernardo (Filipinas) @- Rachid, de Rachida El Garani (Bélgica) @- Rasti, de Paolo Bonfadini e Davide Morando (Itália) @- Señora Bien, de Jose Maria Carrizo (Argentina) @- A vida de outra pessoa, de Umi Aravena (Chile) @- Sushi, de Iván Morales (Espanha) @- Obrigado, Jordi., de Arturo Spano (Argentina/Itália) @- O menino que traiu Morte, de Pipou Phuong Nguyen (França/Taiwan) @- The Little Shopping Trolley, de Laurence Ly (Canadá) @- The Quiet Art, de Johnny Phillips, Ross Wilcox (EUA) @- A primavera nunca retorna, de Si Wei Yu (China) @- When The Sun Above Our Memories, de Umut Yılmazer (Turquia) @- Witness, de Aida Tebianian (Irã) 





Com informações do Festcine Itabaiana

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