O que poderia parecer apenas um encontro casual no interior do Estado, neste sábado, pode ter revelado mais do que gestos de cordialidade. O governador Fábio Mitidieri (PSD), o presidente estadual do União Brasil, André Moura, e o senador Rogério Carvalho (PT) dividiram o mesmo espaço.
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Fábio e Rogério foram adversários diretos na eleição de 2022, numa disputa acirrada pelo governo de Sergipe que deixou sequelas políticas e pessoais. No entanto, o cenário deste fim de semana sugere que as feridas estão cicatrizando — ou, pelo menos, sendo cobertas por estratégias mais amplas.
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Nos bastidores, há tempos se cogita a possibilidade de Fábio Mitidieri e Rogério Carvalho estarem no mesmo palanque em 2026. A imagem dos dois juntos, sorrindo e trocando palavras, pode não ser apenas um registro de cortesia institucional — mas uma antecipação simbólica de futuras alianças.
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André Moura, hoje nome forte na base de Fábio, já desponta como o pré-candidato ao Senado escolhido pelo governador. Em caso de uma composição com o PT, Rogério Carvalho poderia, quem sabe, ocupar a outra vaga na chapa majoritária. O movimento, embora surpreendente para alguns, seria estrategicamente vantajoso para ambos os lados: fortalece o grupo governista e amplia pontes com a base lulista no Estado.
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Mas a pergunta que fica é: será que isso realmente é possível? Em política, tudo é. A dúvida não está na viabilidade, mas na confiança. Resta saber se o gesto deste sábado foi apenas um retrato cordial ou o prenúncio de um novo arranjo de forças que pode redesenhar o xadrez político sergipano.
